Hospital Geral Joinville reforça importância da vacinação e dos cuidados preventivos contra a Influenza em crianças
Unidade da Hapvida alerta para avanço das síndromes respiratórias no país e destaca medidas essenciais para proteger bebês e crianças pequenas
Divulgação Com a chegada do outono e a oscilação mais intensa das temperaturas em Joinville, cresce também o alerta para os casos de síndrome respiratória em crianças pequenas. A Hapvida, por meio do Hospital Geral Joinville, reforça a importância da vacinação e dos cuidados preventivos para reduzir a circulação de vírus respiratórios, especialmente da Influenza, que afeta com maior gravidade bebês e crianças de até 2 anos.
O cenário acompanha o avanço registrado em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já contabilizou 5,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza em 2026, além de 352 mortes até abril. Diante desse contexto, a orientação médica é ampliar as medidas de prevenção, principalmente entre adultos que convivem com bebês menores de seis meses, faixa etária que ainda não pode receber a vacina contra a gripe.
Segundo a infectologista da Hapvida, Priscila Cararo Merlos, a imunização coletiva, conhecida como “efeito casulo”, é uma das principais formas de proteção para crianças pequenas. “Quando pais, avós, gestantes e pessoas próximas estão vacinados, eles ajudam a criar uma barreira contra a circulação do vírus. Esse cuidado é fundamental para proteger os bebês, que têm maior risco de agravamento em casos de Influenza”, destaca.

A infectologista também reforça a importância do aleitamento materno na proteção dos bebês contra doenças respiratórias. Segundo Priscila, a amamentação fornece anticorpos essenciais que ajudam a fortalecer o sistema imunológico do lactente, funcionando como uma barreira natural contra infecções e vírus como a Influenza. A orientação médica ainda destaca a importância da vacinação infantil, lembrando que crianças de seis meses a menores de nove anos que irão receber a vacina pela primeira vez precisam de duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas.
Prevenções que precisam virar hábito
Além da vacinação anual, o Hospital Geral Joinville orienta a população a reforçar hábitos simples de prevenção no dia a dia, especialmente no contato com bebês. Entre as recomendações estão higienizar as mãos com frequência, usar álcool em gel 70% ao chegar da rua ou do trabalho e lavar mãos e braços antes de pegar a criança no colo.
O hospital reforça ainda a importância da etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz com o antebraço ao tossir ou espirrar, além de evitar contato com bebês em caso de sintomas gripais. A limpeza regular de superfícies e objetos de uso comum, como maçanetas, celulares e corrimãos, também contribui para reduzir a transmissão do vírus.
Orientações essenciais
A orientação é que pais e responsáveis fiquem atentos aos sinais de alerta em crianças pequenas, como dificuldade para respirar, lábios arroxeados, febre persistente, desidratação e piora súbita dos sintomas. Em casos mais leves, como coriza, espirros, nariz entupido, tosse leve e febre baixa estável, a recomendação é buscar atendimento por telemedicina, modalidade que permite consultas médicas à distância, realizadas por vídeo.
A possibilidade de realizar a consulta de onde estiver, seja pelo computador, tablet ou celular, permite que o paciente receba orientações médicas sem precisar sair de casa, o que é especialmente importante em casos de doenças contagiosas, ajudando a reduzir a exposição a outros vírus respiratórios.
No entanto, em casos mais graves ou diante de sintomas que indiquem complicações, a consulta presencial deve ser priorizada para garantir a segurança e o tratamento adequado. Bebês menores de três meses com qualquer quadro febril devem ser levados imediatamente ao pronto-socorro.
O Hospital Geral Joinville alerta ainda para sinais que indicam necessidade de atendimento de urgência, como respiração rápida ou curta, afundamento entre as costelas ao respirar, gemência, batimento das asas do nariz, lábios arroxeados, ausência de lágrimas ao chorar, boca seca e redução do volume de urina. Segundo a instituição, identificar esses sintomas rapidamente pode evitar complicações mais graves.
A equipe médica também alerta para os riscos da desinformação. Um dos principais mitos é a falsa ideia de que a vacina contra a gripe causa Influenza. O imunizante é produzido com vírus inativado e não provoca a doença, podendo gerar, no máximo, reações leves, como dor local ou febre baixa.
Outro equívoco comum é acreditar que antibióticos tratam gripe. Como a Influenza é causada por vírus, esse tipo de medicamento não tem efeito. A recomendação é que a vacinação seja feita anualmente, já que as cepas circulantes mudam e a imunidade diminui com o tempo.
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