Anvisa decide manter suspensão de produtos da Ypê
Diretoria colegiada volta a proibir fabricação e comercialização de itens com lotes final 1 devido ao risco bacteriano
Foto: Joédson Alves Uma reunião extraordinária pública realizada pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reestabeleceu a proibição de fabricação, distribuição e venda de diversos produtos da marca Ypê. A medida atinge diretamente os lotes com numeração final 1, que haviam sido temporariamente liberados após recurso da fabricante Química Amparo. Com a nova manifestação do órgão regulador, a suspensão estabelecida anteriormente volta a vigorar de forma imediata.
A restrição comercial foi motivada pela identificação de descumprimentos graves em etapas essenciais do processo produtivo, apontando falhas severas nos sistemas de garantia da qualidade, controle de qualidade e produção. O principal fator de alerta para a saúde pública é a confirmação da presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa nesses itens. O microrganismo em questão apresenta resistência a antibióticos e representa um risco severo para indivíduos imunocomprometidos, podendo desencadear quadros de infecção urinária e infecções respiratórias em pacientes com doenças pulmonares crônicas.

Suspensão de recolhimento e trâmite legal
A decisão atual, contudo, trouxe uma alteração em relação ao texto original da Resolução 1834. O texto anterior determinava que a Ypê realizasse o recolhimento compulsório de todas as unidades das prateleiras, mas esse ponto específico acabou suspenso pelos diretores. A Anvisa informou que o recolhimento não será cobrado de forma imediata enquanto avalia uma proposta técnica apresentada formalmente pela própria empresa.
A comercialização dos produtos havia sido retomada provisoriamente porque, pelas regras do órgão regulador, o protocolo de um recurso administrativo gera um efeito suspensivo automático sobre a punição. Apesar da brecha legal que permitia o retorno dos produtos ao mercado durante o período de contestação, a decisão colegiada restabeleceu a proibição de venda e uso. Nos próximos meses, a agência federal ainda deverá julgar em definitivo o mérito do recurso interposto pela empresa para encerrar o caso.
Itens afetados pela decisão
A lista oficial divulgada pela vigilância sanitária engloba uma ampla gama de saneantes e domissanitários. Estão proibidos os lava-louças das linhas Ypê Clear Care, Ypê com enzimas ativas, Ypê Toque Suave, concentrado Ypê Green e Ypê Clear. A proibição também atinge o lava-roupas líquido Tixan Ypê nas versões Combate Mau Odor, Cuida das Roupas, Antibac, Coco e Baunilha, Green, além das versões tradicionais em pó e líquidas como Ypê Express, Ypê Power ACT, Ypê Premium, Tixan Maciez e Tixan Primavera. Completam o grupo de restrição os desinfetantes Bak Ypê, Pinho Ypê e os desinfetantes de uso geral e perfumados da marca Atol.
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