Circuito FIESC em Joinville mobiliza lideranças industriais para debater cenário econômico e mão de obra
Encontro regional da FIESC projeta crescimento bilionário do PIB e alerta para a necessidade urgente de qualificação profissional
Divulgação Mobilizando as principais lideranças do setor, a edição do Circuito FIESC em Joinville transformou a cidade no epicentro de discussões estratégicas sobre o futuro produtivo do estado. Realizada nesta terça-feira, 5, a iniciativa itinerante da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina busca integrar as 16 vice-presidências regionais, promovendo uma escuta ativa para identificar as demandas mais latentes de cada polo industrial catarinense.
Sob o comando de Terêncio Oenning, vice-presidente da regional Norte-Nordeste, o encontro priorizou temas cruciais como o cenário econômico, a capacitação técnica e os impactos diretos da possível redução de jornada de trabalho. A proposta do evento é encurtar a distância entre a Federação e quem opera o cotidiano fabril, garantindo que as políticas de desenvolvimento sejam moldadas conforme as necessidades reais das empresas e dos trabalhadores locais.
Projeções econômicas e o salto do PIB
Estimativas detalhadas pelo Observatório da FIESC apontam que a regional Norte-Nordeste, composta por seis municípios da região, possui um horizonte de expansão robusto. Os dados indicam que o PIB regional pode saltar de R$ 80,2 bilhões em 2025 para expressivos R$ 100,5 bilhões até o ano de 2030. Esse potencial de crescimento, no entanto, está condicionado à capacidade de superação de obstáculos estruturais que travam a produtividade plena.

Durante as conferências, especialistas como o economista Bruno Haeming e o gerente jurídico André Cordeiro detalharam as nuances que compõem o ambiente de negócios atual. Também integraram os debates Robson Wanka, focado em relacionamento e canais de vendas do SESI, SENAI e IEL, e Bruna da Silva, representante do Hub de Crédito e Capital, reforçando a importância do suporte financeiro e educacional para a sustentação do setor.
O desafio do capital humano
Urge solucionar a carência de profissionais qualificados para que as metas de crescimento sejam atingidas. Projeções indicam uma demanda superior a 44 mil novos trabalhadores para a indústria na região até 2027. O desafio é duplo: além da formação técnica, existe a necessidade de elevar a atratividade do setor industrial para as novas gerações, combatendo as dificuldades de retenção de talentos no mercado.
Fortalecer a aprendizagem industrial e investir em educação corporativa surgem como os caminhos mais eficazes para garantir que as vagas sejam preenchidas por mão de obra competente. O associativismo e a união entre os sindicatos industriais são as ferramentas defendidas pela FIESC para construir soluções conjuntas que promovam um ambiente de desenvolvimento sustentável em todo o território catarinense.
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