Zico, o Samurai de Quintino, revela faceta inédita do craque
Documentário detalha a vida do maior ídolo rubro-negro e sua revolução no futebol japonês
Foto: Reprodução A trajetória de Arthur Antunes Coimbra, o eterno camisa 10 da Gávea, ganha as telas em uma produção que mergulha na intimidade e no legado do atleta que transformou o esporte em dois continentes. O documentário Zico, o Samurai de Quintino, dirigido por João Wainer, chega aos cinemas com a promessa de revelar facetas desconhecidas do homem por trás do mito, utilizando um vasto acervo pessoal inédito e depoimentos de figuras centrais da história do futebol mundial.
A construção do mito entre o Rio e o Japão
O longa-metragem explora a conexão profunda do Galinho de Quintino com suas raízes na Zona Norte do Rio de Janeiro e sua consagração absoluta no Flamengo, onde se tornou o maior ídolo da história rubro-negra. No entanto, a narrativa extrapola as fronteiras nacionais para detalhar a revolução causada por Zico no Japão. Ao aceitar o desafio de atuar no Kashima Antlers em 1991, o jogador não apenas levou técnica aos gramados nipônicos, mas implementou uma mentalidade profissional e disciplinada que fundamentou a J-League, rendendo-lhe a alcunha de "Deus do Futebol" no país asiático.

Bastidores e superação técnica
Diferente de produções que focam apenas em gols e troféus, a obra se dedica aos momentos de vulnerabilidade. Estão presentes relatos sobre a grave lesão no joelho que quase interrompeu sua carreira precocemente e a resiliência necessária para disputar as Copas do Mundo de 1982 e 1986. O roteiro é enriquecido por falas de personalidades como Ronaldo Fenômeno, Maestro Júnior e Carlos Alberto Parreira, que ajudam a dimensionar o impacto técnico e ético do ex-atleta na formação de novas gerações de jogadores.
Intimidade preservada em arquivos de família
A produção teve acesso a cadernos de anotações onde o craque registrava cada um de seus gols, além de registros caseiros de seu casamento e momentos com os filhos e netos. Esse material humaniza a figura pública, mostrando a importância da família como base de sustentação para enfrentar a pressão do esporte de alto rendimento. Atualmente, aos 73 anos, Zico mantém seu vínculo com as duas nações que o idolatram, atuando como embaixador do Flamengo e diretor técnico no Japão, reforçando que seu código de honra e retidão permanece intacto décadas após pendurar as chuteiras.
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