Justiça francesa condena brasileira "cansada da pobreza" que foi presa com cocaína
A moradora de Santa Catarina deixou um vídeo programado para as redes sociais admitindo o crime e alegando exaustão financeira
Reprodução / Internet O Ministério da Justiça da França confirmou a condenação de Flavia Hayasmim Leite Vieira Dias, moradora da Grande Florianópolis, pelo crime de tráfico internacional de drogas. O veredito, proferido pelo Tribunal Judiciário de Bobigny, estabeleceu uma pena de 15 meses de prisão em regime fechado. A brasileira foi considerada culpada pelas autoridades europeias por crimes que envolvem o transporte, posse, aquisição e importação de narcóticos.
Flagrante e apreensão
Durante o desembarque em solo francês, a jovem foi interceptada por agentes da alfândega no aeroporto. Na inspeção das bagagens, as autoridades localizaram 5 quilos de cocaína, substância que estava ocultada em duas malas. Além do período de reclusão, a sentença judicial impôs uma sanção administrativa severa: Flavia está proibida de entrar em território francês pelo período de 10 anos após o cumprimento de sua pena.

Repercussão do vídeo de confissão
Um registro audiovisual publicado no perfil da condenada no Instagram após a sua detenção impulsionou a visibilidade do caso, acumulando mais de 3 milhões de visualizações. Na gravação, a jovem admite a autoria do plano criminoso e revela que a motivação seria o que chamou de cansaço da pobreza. Ela detalhou que, desde a infância, enfrentou dificuldades financeiras e que via no tráfico uma oportunidade de sair do vermelho e transformar sua realidade econômica.

Detenção no maior presídio da Europa
A brasileira cumpre a sentença no complexo prisional de Fleury-Mérogis, localizado ao sul de Paris, instalação reconhecida como a maior unidade penitenciária do continente europeu. Embora a condenação tenha ocorrido no final de março, o Ministério Público francês estuda a possibilidade de apresentar um recurso para ampliar o tempo de detenção. O órgão avalia que a punição aplicada foi branda se comparada aos padrões adotados pela jurisprudência local para casos de tráfico de entorpecentes com essa quantidade de carga.
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