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Joinville,26/04/2026

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Afastado por denúncia de assédio, ministro catarinense no STJ mantém salário superior a R$ 100 mil

Magistrado Marco Buzzi deixa funções no Superior Tribunal de Justiça após denúncias de servidoras mas preserva remuneração bruta superior a R$ 100 mil

Fonte: redação360
Afastado por denúncia de assédio, ministro catarinense no STJ mantém salário superior a R$ 100 mil Pleno do STJ decidiu manter o afastamento do ministro Marco Buzzi - Foto: Lucas Pricken/STJ

Alvo de graves denúncias de assédio, o ministro catarinense Marco Buzzi foi formalmente afastado de suas funções no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão ocorre em meio a investigações sobre condutas inapropriadas relatadas por servidoras da corte, mas um detalhe financeiro chama a atenção: mesmo sem exercer as atividades no tribunal, o magistrado continuará recebendo seus vencimentos integrais. Os registros do portal da transparência indicam que a remuneração bruta do ministro atinge a cifra de R$ 100 mil, somando o subsídio base a benefícios e vantagens eventuais.

Detalhes das acusações e processo interno

Partiu do próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a determinação para o afastamento cautelar, visando garantir a lisura das apurações e a integridade das possíveis vítimas e testemunhas. O processo corre sob sigilo de justiça, mas informações internas sugerem que as queixas envolvem comportamentos abusivos e assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. Buzzi, que é natural de Santa Catarina e possui uma carreira consolidada na magistratura, agora enfrenta o maior desafio de sua trajetória pública, enquanto a estrutura do STJ se organiza para lidar com o impacto institucional das revelações.


Magistrado Marco Buzzi deixa funções no Superior Tribunal de Justiça após denúncias de servidoras mas preserva remuneração bruta superior a R$ 100 mil


A manutenção dos privilégios financeiros

Causa indignação em diversos setores a regra que permite a manutenção do salário de magistrados afastados por suspeita de má conduta. No caso de Marco Buzzi, o montante líquido, após os descontos obrigatórios, permanece em um patamar extremamente elevado, garantindo ao ministro uma estabilidade financeira plena durante o período de inatividade forçada. Essa prerrogativa é fundamentada na Lei Orgânica da Magistratura, que prevê que o afastamento preliminar não pode resultar em corte de subsídios até que haja uma condenação definitiva ou decisão administrativa de caráter punitivo final.

Impacto na imagem da Corte Superior

Reflete no STJ um clima de apreensão, uma vez que a saída de um ministro por tais motivos abala a credibilidade de um dos órgãos mais importantes da justiça brasileira. As servidoras que formalizaram as queixas recebem agora apoio psicossocial, enquanto os advogados de defesa do ministro buscam provar sua inocorrência nas acusações. O desfecho do caso pode levar a punições que variam desde a aposentadoria compulsória até a demissão, caso as provas de assédio sejam validadas ao longo da instrução processual.

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