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Joinville,26/04/2026

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USA Rare Earth compra mineradora brasileira por US$ 2,8 bilhões

Negócio envolvendo a Serra Verde reforça o papel do Brasil no mercado global de terras raras

Fonte: SVPM/redação360
USA Rare Earth compra mineradora brasileira por US$ 2,8 bilhões Divulgação/SVPM

Localizada em Minaçu, no estado de Goiás, a Serra Verde é reconhecida como a única operação de larga escala no hemisfério ocidental a produzir simultaneamente os quatro elementos magnéticos de terras raras: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Esses insumos são vitais para a fabricação de ímãs de alta eficiência, utilizados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e sistemas de defesa nacional.

O controle da mineradora brasileira estava sob o guarda-chuva de grandes grupos de private equity, incluindo a Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue Resources. Esta última é liderada por Mick Davis, figura de destaque no setor mineral e ex-presidente da gigante Xstrata. O aporte financeiro para a aquisição reflete o apetite de investidores internacionais por ativos que garantam a autonomia tecnológica frente à hegemonia da China, que atualmente detém cerca de 90% do processamento global desses minerais.


USA Rare Earth compra mineradora brasileira por US$ 2,8 bilhões

Estrutura do acordo e garantias de produção

A engenharia financeira por trás da venda envolve um pagamento imediato de US$ 300 milhões em dinheiro, somado a US$ 126,9 milhões em ações. O cronograma prevê que a transação seja concluída no terceiro trimestre de 2026. Um dos pontos mais robustos do contrato é o acordo de escoamento de produção por 15 anos, garantindo que o volume extraído em solo brasileiro abasteça diretamente a plataforma industrial da USA Rare Earth.

Essa garantia de compra é sustentada por uma estrutura que mescla capitais públicos e privados, contando com o apoio de entidades ligadas ao governo dos Estados Unidos. A medida visa proteger o projeto contra flutuações bruscas de preço e possíveis práticas de concorrência agressiva no mercado internacional.

Produção sustentável e metas operacionais

Diferente de muitas operações tradicionais, a mineradora em Goiás utiliza um método de extração por adsorção iônica, similar ao encontrado em jazidas no sul da China, mas com diferenciais ambientais significativos. O processo ocorre sem o uso de produtos químicos agressivos e não demanda barragens de rejeitos úmidos, operando com energia renovável e biocombustíveis.

Iniciada em escala comercial em 2024, a produção da Serra Verde tem metas ambiciosas. A expectativa é atingir a capacidade total da primeira fase até o final de 2027, alcançando a marca de 6,4 mil toneladas anuais de óxidos de terras raras. A integração com a USA Rare Earth permite que o mineral extraído no Brasil seja processado e transformado em produtos finais, como ímãs permanentes, em instalações nos Estados Unidos, fechando o ciclo da cadeia produtiva de alta tecnologia.

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