Moraes restringe drones sobre residência de Bolsonaro
Decisão judicial estabelece zona de exclusão aérea
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom Foi estabelecida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a proibição de sobrevoo de drones em um raio de 100 metros da residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. O despacho, publicado neste sábado (28), visa garantir a segurança e a privacidade no local após o político receber alta hospitalar.
A determinação judicial é explícita quanto ao descumprimento da norma. Caso algum equipamento seja identificado na zona de restrição, a Polícia Militar tem autorização para realizar o abate imediato do drone. A medida ocorre em um momento em que a vigilância sobre o imóvel, conhecido popularmente como Papudinha, foi intensificada para evitar aglomerações e garantir a manutenção das regras da detenção.

Contexto da prisão domiciliar
A transferência de Bolsonaro para o regime domiciliar foi autorizada recentemente devido ao agravamento de seu quadro de saúde. Ele estava internado desde o dia 13 de março para tratar uma pneumonia bacteriana e recebeu alta na última sexta-feira (27). Além da restrição aérea, o ex-presidente cumpre outras medidas cautelares rigorosas, como a proibição de usar celulares, acessar redes sociais ou gravar vídeos, mesmo que por intermédio de terceiros.
A pena de 27 anos e 3 meses, relacionada a acusações de tentativa de golpe de Estado, segue sendo cumprida sob monitoramento constante. A decisão de Moraes reforça o controle estatal sobre o ambiente externo da moradia, impedindo captações de imagens não autorizadas e potenciais riscos à integridade da operação policial que guarnece o perímetro.
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