Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas
Documento detalha esquema de corrupção e lavagem de dinheiro
Foto: Geraldo Magela O pedido de indiciamento de 216 pessoas marca o encerramento dos trabalhos da CPMI do INSS, conforme o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar. Entre os nomes de maior peso político e empresarial citados no documento figuram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o senador Weverton Rocha e o deputado Euclydes Pettersen. A leitura do texto ocorre após o Supremo Tribunal Federal barrar a continuidade das investigações, estabelecendo o encerramento oficial do colegiado para este sábado.
Acusações contra figuras públicas
A inclusão de Lulinha no rol de indiciados sustenta-se, segundo o relator, em evidências colhidas durante as oitivas e em informações compartilhadas pelo ministro André Mendonça. O filho do presidente é acusado de crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva. No campo político, o senador Weverton Rocha é descrito como uma peça estratégica que garantia o suporte institucional para a manutenção de descontos indevidos em benefícios previdenciários, sendo atribuída a ele a prática de advocacia administrativa e corrupção.
Operadores do esquema e crimes financeiros
A estrutura criminosa contava com operadores fundamentais, como Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ele é apontado como o cérebro financeiro da engrenagem, responsável por movimentar milhões de reais oriundos de fraudes eletrônicas e inserção de dados falsos. Outro destaque no relatório é o empresário Maurício Camisotti, líder do Grupo Total Health, indiciado por ser um dos principais beneficiários da arrecadação ilícita contra a autarquia previdenciária.
Impacto das investigações
O parecer detalha uma rede complexa que envolvia desde parlamentares até grandes empresários, focada na exploração de aposentados. O deputado Euclydes Pettersen também aparece entre os principais nomes, sob a acusação de desviar recursos da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares. Com o fim do prazo da comissão, o documento agora segue para os órgãos de controle e para o Ministério Público, que deverão decidir sobre a abertura de ações penais contra os listados.
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