Fim da patente da semaglutida abre mercado para similares
Novas fabricantes aguardam autorização da Anvisa para lançar versões competitivas do medicamento utilizado no tratamento de diabetes e obesidade
Divulgação A exclusividade de produção da semaglutida, princípio ativo de medicamentos amplamente conhecidos como Ozempic e Wegovy, encerra-se no Brasil nesta sexta-feira, dia 20 de março de 2026. O término da proteção intelectual, que durou duas décadas sob o domínio da farmacêutica Novo Nordisk, permite que outras empresas, tanto nacionais quanto estrangeiras, iniciem a fabricação de versões similares e biossimilares, o que deve gerar uma redução gradual nos custos para o consumidor final.
Regulação e expectativa de lançamento
Embora a patente expire agora, a chegada dos novos produtos às farmácias não é imediata. Atualmente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) analisa dois pedidos de registro, enquanto outros 15 aguardam na fila de avaliação. Especialistas do setor estimam que as primeiras liberações ocorram ainda neste primeiro semestre. Empresas como EMS, Hypera Pharma, Cimed e Biomm já manifestaram interesse e possuem projetos em diferentes estágios de desenvolvimento ou aprovação.
Diferenças entre genéricos e similares
É importante destacar que as novas versões que chegarão ao mercado são categorizadas como similares ou biossimilares, e não necessariamente como genéricos tradicionais. Enquanto os genéricos garantem um desconto mínimo de 35% e não possuem nome comercial, os similares utilizam uma marca própria e mantêm a mesma eficácia terapêutica do produto original. A expectativa é que o valor de mercado desses novos medicamentos apresente uma redução inicial de aproximadamente 20% em comparação aos preços atuais.
Segurança e prescrição médica
A mudança no cenário comercial não altera as diretrizes de saúde para os pacientes. O uso da semaglutida para o controle do diabetes tipo 2 ou da obesidade continua exigindo rigorosa prescrição médica. Especialistas reforçam que qualquer substituição do medicamento de referência por uma versão similar deve ser discutida entre médico e paciente, garantindo que o tratamento permaneça seguro e adequado às necessidades individuais de cada pessoa.
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