Greve dos caminhoneiros ganha força em Itajaí após alta no preço do diesel
Motoristas autônomos do Litoral Norte de Santa Catarina confirmam paralisação para esta quarta-feira em protesto contra custos operacionais insustentáveis
Redes sociais O setor logístico e o de transporte da região de Itajaí enfrentarão uma interrupção nas atividades a partir das 18h desta quarta-feira. A decisão foi tomada por caminhoneiros autônomos durante uma assembleia realizada no pátio do posto Dalçóquio, onde a categoria votou pela adesão ao movimento de paralisação nacional. O grupo protesta contra a recente disparada no preço do óleo diesel e a defasagem nos valores dos fretes, que tem inviabilizado o transporte de cargas.
A mobilização em solo catarinense acompanha o movimento iniciado por transportadores que atuam no Porto de Santos. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), a expectativa é que a adesão local alcance entre 60% e 70% dos profissionais. Atualmente, a região de Itajaí e Navegantes conta com cerca de três mil motoristas independentes que atendem terminais estratégicos, incluindo Itapoá e Imbituba.
Impacto financeiro e custos do frete
O estopim para a interrupção das atividades foi o reajuste de quase 12% no valor do combustível na última semana. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do diesel saltou de R$ 6,08 para R$ 6,80 em um curto período, pressionado pela instabilidade no mercado internacional de petróleo decorrente do conflito no Irã.
Para os profissionais, o cenário atual torna a operação deficitária. Representantes da categoria apontam que os contratos de frete precisariam de um reajuste imediato de até 12% para equilibrar as contas. Em muitos casos, os motoristas relatam que é financeiramente mais seguro manter os veículos estacionados do que assumir viagens que resultam em prejuízo líquido.
Logística e infraestrutura portuária
Além das questões econômicas nacionais, os caminhoneiros de Itajaí destacam problemas locais que agravam a situação. As queixas incluem o excesso de filas nos acessos portuários e a ausência de infraestrutura adequada para o descanso e a espera dos trabalhadores. A falta de pontos de apoio dignos no entorno do porto é um pleito antigo da categoria que ganha novo peso durante o movimento grevista.
Lideranças de outros estados, como Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás, também já sinalizaram apoio à causa. A ANTC e o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac) reforçam que o movimento busca sensibilizar o setor produtivo e o governo sobre a necessidade de uma política de preços que não comprometa a sobrevivência do transportador autônomo.
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