Problema técnico no foguete Hanbit-Nano e lançamento é novamente postergado em Alcântara
Problema em válvula do equipamento levou ao cancelamento da tentativa de decolagem nesta sexta-feira (19)
Foto: Sgt Vanessa Sonaly O lançamento do foguete Hanbit-Nano, programado para ocorrer a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, foi adiado mais uma vez após a detecção de uma falha em uma válvula do equipamento. A empresa sul-coreana Innospace, responsável pelo desenvolvimento do veículo espacial, comunicou que uma nova tentativa está prevista para domingo (21), às 14h45. Este é o primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a ser realizado a partir do território brasileiro.
Problemas técnicos recorrentes
Inicialmente, o lançamento estava agendado para a quarta-feira (17). Naquela data, durante a etapa final de averiguação dos sistemas, foi detectada uma anomalia em parte do sistema de refrigeração do oxidante do combustível. Diante disso, a empresa optou por adiar a operação para efetuar a troca dos componentes necessários.
A previsão de lançamento foi então alterada para as 15h45 desta sexta-feira (19). No entanto, o cronograma sofreu nova modificação, sendo remarcado para as 21h30. Por volta das 20h30, a Innospace informou o cancelamento total da tentativa desta sexta-feira, em São Paulo, devido à detecção do novo problema técnico na válvula do equipamento.
Janela de lançamento
De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), responsável por conduzir a operação, a janela disponível para uma nova tentativa se estende até o dia 22 de dezembro. A nova data e horário definidos pela Innospace são domingo (21), às 14h45.
O veículo e a missão
O Hanbit-Nano, com 21,8 metros de comprimento, 1,4 metros de diâmetro e 20 toneladas, tem como objetivo levar satélites para a órbita baixa da Terra (LEO), a uma altitude aproximada de 300 quilômetros e inclinação de 40 graus.
Sua propulsão é híbrida, utilizando combustível sólido e líquido. A coifa, na parte superior do veículo de lançamento, carrega um total de oito cargas úteis: cinco pequenos satélites para colocação em órbita e três dispositivos experimentais. Essas cargas foram desenvolvidas por instituições e empresas do Brasil e da Índia.
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