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Joinville,29/05/2026

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Os aliados do Irã na escalada do conflito com Israel

Grupos e países que apoiam Teerã enfrentam desafios em meio à guerra no Oriente Médio

Fonte: redação360/BBC
Os aliados do Irã na escalada do conflito com Israel Foto:Getty Images/BBC

A recente escalada do confronto entre Irã e Israel, iniciada com os bombardeios israelenses em 13 de junho de 2025, colocou em evidência a rede de aliados de Teerã na região e no cenário global. Esses parceiros, que incluem países e grupos armados, desempenham papéis estratégicos, mas enfrentam limitações significativas devido a pressões internas e externas. O conflito, que já deixou centenas de mortos, reflete não apenas a rivalidade histórica entre as duas nações, mas também a complexa teia de alianças que molda o Oriente Médio.

Rússia: um apoio estratégico, mas cauteloso

A Rússia mantém uma relação próxima com o Irã, fortalecida desde a invasão da Ucrânia em 2022. Além de acordos econômicos para contornar sanções ocidentais, Moscou fornece apoio militar, como mísseis utilizados em conflitos regionais. O presidente Vladimir Putin condenou os ataques israelenses, classificando-os como violações do direito internacional. No entanto, analistas apontam que a Rússia busca evitar um envolvimento direto, já que a escalada beneficia indiretamente sua economia com a alta dos preços do petróleo, desviando a atenção global da guerra na Ucrânia.

Hamas e Hezbollah: aliados regionais enfraquecidos

No front regional, o Irã conta com grupos como o Hamas, na Faixa de Gaza, e o Hezbollah, no Líbano. Ambos receberam financiamento e treinamento de Teerã, sendo peças-chave em sua estratégia contra Israel. O Hamas, responsável pelo ataque de 7 de outubro de 2023 que desencadeou a guerra em Gaza, emitiu comunicados condenando as ações israelenses, mas sua capacidade de resposta está limitada após quase dois anos de conflito devastador. O Hezbollah, principal aliado do Irã na região, também enfrenta dificuldades. Enfraquecido por ataques israelenses, incluindo a morte de seu líder Hassan Nasrallah em 2024, o grupo condenou os bombardeios, mas evitou prometer retaliações diretas.

Houthis e milícias xiitas: apoio tático no Iêmen e Iraque

Os Houthis, rebeldes iemenitas apoiados pelo Irã, têm atuado ativamente, lançando mísseis contra Israel, como o ataque em Hebron que feriu três crianças. Sua capacidade de perturbar o tráfego marítimo no Mar Vermelho é uma preocupação global, mas sua influência é limitada por conflitos internos no Iêmen. No Iraque, milícias xiitas alinhadas com Teerã também oferecem suporte, mas estão sob pressão de Bagdá, que tenta evitar ser arrastado para o conflito.

Venezuela, Cuba e Coreia do Norte: aliados distantes

Fora do Oriente Médio, o Irã encontra apoio em países como Venezuela, Cuba e Coreia do Norte. A Venezuela, liderada por Nicolás Maduro, reforçou laços com Teerã por meio de acordos no setor de petróleo e tecnologia, além de compartilhar uma postura antiocidental. Cuba também condenou os ataques israelenses, alinhando-se ideologicamente ao Irã. Já a Coreia do Norte, aliada histórica da Rússia, oferece apoio retórico, mas sua participação direta no conflito é improvável.

Desafios e fragilidades da rede iraniana

Apesar da amplitude de sua rede de aliados, o Irã enfrenta desafios significativos. O enfraquecimento de grupos como Hamas e Hezbollah, combinado com a cautela de aliados estatais como a Rússia, limita a capacidade de Teerã de coordenar uma resposta robusta. Além disso, a instabilidade interna no Irã, marcada por crise econômica e protestos, pressiona o regime a demonstrar força sem provocar uma guerra generalizada. Especialistas, como a professora Ana Carolina Marson, destacam que a fragilidade dos aliados regionais e a falta de envolvimento direto de potências como a Rússia tornam a posição do Irã delicada.

Enquanto Israel, apoiado por potências como Estados Unidos, Reino Unido e França, intensifica seus ataques, a rede de aliados do Irã tenta se equilibrar entre apoio simbólico e ações práticas, em um cenário onde cada movimento pode redefinir o equilíbrio de poder no Oriente Médio.




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